Nascido em 1997 em São João del-Rei (MG), Octávio Deluchi forjou sua identidade musical na vizinha cidade de Prados. Imerso nas ricas tradições culturais brasileiras, emergiu como um dos violonistas eruditos de referência de sua geração. Por meio de uma abordagem artística integrada, sua atuação abrange concertos, direção criativa, pesquisa acadêmica e educação musical.
Hoje radicado em Nova York, Deluchi já se apresentou pelo Brasil, Estados Unidos, Colômbia, Chile e Reino Unido, ocupando palcos emblemáticos como Carnegie Hall, Lincoln Center, Americas Society, BNDES, Sala Sergio Magnani, Cidade das Artes, Palácio das Artes, Davis Performance Hall e a Sala de Conciertos Luis Ángel Arango.
Aclamado pela crítica, foi apontado pelo jornal O Tempo como “um dos maiores talentos do violão brasileiro na atualidade”, enquanto o crítico Humberto Amorim o descreveu como “uma realidade viva e uma comemoração vitoriosa do nosso instrumento no mundo”. Seu álbum mais recente, Borogodó, lançado em março de 2026 pela gravadora Kuarup (vencedora do Latin Grammy), vem acumulando elogios da imprensa, com o crítico Aquiles Rique Reis destacando seu “desempenho arrebatador”. O projeto posiciona Deluchi ao lado de figuras lendárias da música brasileira no catálogo do selo, como Sérgio Assad, Odair Assad, Raphael Rabello, Baden Powell e Renato Teixeira.
Como pesquisador e arranjador, publicou recentemente Chiquinha Gonzaga: Guitar Arrangements pela editora canadense Les Productions d’Oz. Contando com doze arranjos originais para violão solo e prefácio com contribuições de Sérgio Assad, João Luiz e outros nomes de peso, a edição de circulação global insere o patrimônio brasileiro do século XIX no cânone internacional do violão. Seu catálogo de publicações estende-se ainda à Guitar Chamber Music Press (EUA) e à ADVB (Brasil).
Defensor do repertório contemporâneo, Deluchi colabora com compositores de destaque como Sérgio Assad, Tania León, Vicente Paschoal, João Luiz, Luís Carlos Barbieri e Elodie Bouny. Entre os destaques de sua trajetória estão a estreia da Sonata de Paschoal (dedicada a Deluchi) e a estreia norte-americana de MadrigAfro, de João Luiz, para violão e orquestra, ao lado do São Paulo Chamber Soloists. Como camerista, divide regularmente o palco com artistas aclamados como Miguel Braga, Emmanuele Baldini, René Izquierdo, Celil Refik Kaya, Gabriele Leite e Eduardo Leandro.
Para além dos palcos, atua como empreendedor cultural e educador. Em 2024, lançou a plataforma SERTÃO Americas para promover o diálogo artístico e pedagógico entre o Brasil e os Estados Unidos. É diretor da Mostra de Violão da Lira Ceciliana e co-coordenador da Brazilian Classical Guitar Community (BCGC). Com mais de uma década de experiência no ensino, incluindo passagens por Radford University e Stony Brook University no ensino superior, leciona atualmente na EzraGuitar, em Nova York.
Deluchi é premiado em mais de 15 concursos nacionais e internacionais, com destaques para o IBLA Grand Prize, o Philadelphia International Music Festival Concerto Competition e primeiros prêmios nos concursos Charlottesville, Souza Lima e Musicalis. É diplomado pela Universidade Federal de São João del-Rei, Radford University e Stony Brook University, tendo sido orientado por mestres como Guilherme Vincens, João Luiz, Robert Trent, Paulo Martelli, Fábio Zanon, Vladmir Agostini e Ian Guest. Em uma expansão estratégica de sua discografia, ingressou recentemente no casting da produtora e agência carioca Século30, com novos projetos de gravação previstos até 2027.
